Nesse domingo, a editora Estronho, editora essa que é uma das maiores de literatura fantástica do país, publicou um conto e uma crônica do colaborador do NWOL Alex Mostard. O conto se chama Preces a Tutu-Zambê e a crônica se chama Brazum. Basta clicar nos títulos para lê-las no site da editora...
Hoje o papo é sobre a língua inglesa (L2 ou língua estrangeira moderna pra quem é professor da mesma, como eu). O inglês está entre os idiomas com mais verbetes no mundo e isso se deve primeiro ao número de nações que o utilizam como primeiro ou segundo idioma, depois por conta de sua história quem é bem interessante, por sinal. Uma outra característica importante do inglês é que a fala e a escrita, na maioria das vezes, não andam muito juntas.
A explicação pra isso é que por volta do séc. XV ocorreu, na Inglaterra, um fenômeno que conhecemos hoje por “The Great Vowel Shift”. Por razões que ainda estão sendo estudadas, as pronúncias das vogais se alteraram. O que era pronunciado [‘na.me] passou a ser pronunciado [neym]; o que era pronunciado [‘wi.fe] passou a ser pronunciado [wayf] e o que era pronunciado [how.ze] passou a ser pronunciado [haws]. Portanto, a pronúncia do inglês se desenvolveu, mudou, mas a ortografia continuou a mesma. Uma catástrofe! Nem tanto. Nem tanto.
Esse lero-lero só serviu pra mostrar o quanto a história influenciou esse idioma que tanto gostamos (O Schell vai adorar essa parte, ele faz história, pra quem não sabe. Em todos os sentidos.). Há pouco tempo assisti a uma série (muito bem produzida por sinal) realizada pela Open University da Inglaterra que mostra de forma bem humorada a história do tão amado inglês (por alguns odiados - não obstante já foram esmagados), espero que gostem.
O primeiro vídeo da série logo abaixo: (pra quem não entende muito de inglês vale o vídeo mesmo assim já que farei nas postagens uma pequena sinopse do que o vídeo pauta, em geral, claro.)
Um dia conheci um senhor
à beira da morte
queria contar seus casos
histórias e, acima de tudo, conversar
queria companhia, às vezes
até mesmo cantar
tinha de vê-lo bebendo água
a sua por vezes tinha gosto de amanhã
a sopa por vez era tão boa quanto à do Japão
embora fosse feita pela enfermeira filha da Maria costureira
a verdade é que a morte ensina mais que a vida
aprende a viver, quem aprende a morrer.
Era o ano de 2037. O Brasil vivia seu ápice de país emergente - era o principal exportador de petróleo, água e comida em todo o mundo, - todavia, o futuro desse grande império e população corria grande perigo. Um composto químico havia se misturado à água encanada e, em pouco tempo, todos brasileiros estariam fadados à triste extinção.
Os primeiros efeitos do problema começaram a aparecer quando, em uma demonstração pouco admirável, o apresentador do Jornal Nacional William Bonner mordiscou o pescoço de sua esposa Fátima Bernardes ao vivo no telejornal. O país não entendeu se era mais uma mudança comportamental do século XXI, ou quem sabe simplesmente não sabiam da volta dos comerciais, Arnaldo Jabor, como de costume, apenas disse que eles queriam ser capa, pela quadragésima segunda vez, da revista Caras. O fato tomou proporções razoáveis após a meia-noite, momento em que a Rede Globo de Televisão revisara a programação e decidiu adicionar mais dezesseis horas com o clássico Vale a Pena Ver de Novo. Suspeitas de conspiração logo surgiram, o que a toda poderosa estaria escondendo?
No Rio de Janeiro ninguém anunciava os violentos ataques que ocorriam em favelas do Rio, parecidos com a represália feita pelo grupo de operações especiais Bope, exército e polícia 27 anos antes, em 2010, mais precisamente. Ao contrário do que acontecera no passado, o ataque, desta vez, era dos moradores mesmo e não consistia apenas em afugentar ladrões, mas sim trucidá-los. Dezenas de chefes do tráfico foram ironicamente lavrados da Rocinha. Uma verdadeira carnificina. No primeiro dia, traficantes foram expulsos literalmente a mordidas do Morro dos Macacos, em menos de 24 horas o Complexo do Alemão já havia sido sitiado pelo que parecia ser um bando de homens e mulheres usando, ao que de longe parecia, forte batom vermelho.
Em São Paulo, o de sempre, trânsito parado na Marginal Tietê e pessoas comendo umas as outras em plena Dutra.
No Rio Grande do sul, não era luta de Boxe nem nada, mas jogadores arrancavam orelhas a dentadas depois de um pênalti marcado contra o Grêmio em um grenal. No Theatro São Pedro um pianista após bebericar um gole de água, decidiu desistir de Mozart e literalmente atacar em pianíssimo a nona fila da platéia. Muitos pediram “BAcH” nesse momento.
Manchetes estampadas por todo mundo anunciavam que o país do futuro, infelizmente, não resistira ao Carnaval de 2037. Tudo havia começado, diziam os mais sensacionalistas, depois de que centenas de zumbis se espalharam por carnavais, festas e cidades, principalmente, trios elétricos e sambódromos. Até agora nem uma empresa se responsabiliza pelo ocorrido e a vigésima oitava presidenta do país está sendo tratada na Argentina por causa das mordidas que levara do Ministro da economia. O ministro da saúde ainda não foi encontrado.
Sinal dos tempos. Houvera um tempo em que se acertavam patinhos ou discos com uma pistola tosca num Dynavision - é esse o nome do vídeo game? Já não lembro. Não obstante, agora, segunda década do século XXI, época de consumo em massa e de gastos pecaminosos com refrigerante diet, o já tão famoso e sonhado Ipad é o alvo da vez. Por quê? Não faço ideia. O fato é que um de cada cinco sites que acesso lá está o maldito pop-up: Acerte os Ipads e leve um para a sua casa!
Maluquice. Por que atirar neles? It doesn’t make sense! A resposta mais plausível que tenho é a de que certos sentidos estão sendo lentamente deturpados. Gostamos deles, os queremos, então, nada mais justo: tiro neles! Danada da psicologia reversa. Não que a antiga não fosse, pois atirar em patos tudo bem (quer dizer, tudo bem uma ova, é um bichinho assaz pacífico e ninguém come sua carne), mas um prato?! O que ele fez? É um dos utensílios mais úteis pra nós - seres humanos. Pensando melhor, a antiga analogia cunhada por mim de “acerte os patos ou pratos e deixe seus pais fazerem amor” foi muito bem construída. Finalmente, saquei. Meus amigos que jogavam comigo, sem exceção, têm uma fazenda com patos e, acredite se quiser, usam pratos como utensílio básico para se alimentar (quanto ao sexo dos pais irei me abster). Yeah! A psicologia é reversa e funciona.
Antigamente os patos simbolizavam a verdadeira beleza, a leveza, o pôr do sol, o Guaíba, casa dos avôs, fim de tarde, etc. Os pratos, por sua vez, faziam menção ao lar, à família, àqueles antigos pratos japoneses de porcelana da casa da tia Iraci Maggioni, entre outras coisas. O supracitado Ipad segue, racionalmente, a mesma analogia; o doce poder do touch screen na ponta dos dedos não é nada mais que conforto, beleza, imagens do Guaíba na internet, praticidade, telefones de amigos, foto da família, isto é, um equivalente ao pato e ao prato. Bela jogada publicitária, claro. Uma pequena reflexão e... Pronto, nada mais natural: dê um tiro nas coisas que gosta! Isso mesmo, aquelas que te trazem boas lembranças, já que é um modo moderno de demonstrar o apego que tens por elas e o quão importante são pra você. Eu, por exemplo, hoje mesmo darei um tiro nos meus porta-retratos, motocicleta, LPs dos Beatles, namorada (serviria até mesmo de desculpa para terminar o namoro) livros, DVD’s do Monty Python, amigos, por que não? Eita psicologia reversa! Tomara que eu não faça as pazes com o vizinho. Caso aconteça, terei de alvejá-lo para mostrar minha satisfação.
A poesia de cada dia vinda de todos os lugares. Como o vento que sopra e traz novas emoções, sentimentos, e desperta curiosidade. Às vezes apenas como uma brisa leve ao amanhecer. Às vezes como um tufão ao final da tarde anunciando tempestade. Os Ventos Poéticos vêm para manifestar o que há no âmago de cada ser; o que foi, o que é, e o que será melodia no assovio do vento em cada canto do mundo.
A antologia Ventos Poéticos nos apresenta 50 poemas de 27 autores de todo o Brasil: 7 gaúchos, 15 paulistas, 1 maranhense, 1 goiana, 1 baiano, 1 paraense e 1 sul-mato-grossense, com idades entre 20 e 69 anos. Com temas que vão desde vida, amor, amizade, desejo, lembranças, passando por solidão, ilusão, dor, confusão e morte, a obra faz com que os leitores apreciadores de poesia sintam-nos com intensidade.
O novo romance do escritor tem mais de mil páginas e é sobre o dia em que o presidente Kennedy foi assassinado. King pretende dar um novo olhar para a versão conturbada e teorizadora do assassinato do presidente Kennedy. O livro de 1000 páginas, que sairá em novembro, será chamado de 22/11/63 – a data de sua morte na cidade de Dallas, no Texas. Stepehn King, que foi descrito por Lee Child como "o maior romancista vivo da América", relata na sua nova obra de ficção o esforço desesperado de um professor do ensino secundário para evitar a tragédia que está prestes a acontecer. O livro será publicado em 08 de novembro de 2011 no Reino Unido e os direitos foram comprados por Hodder.